ANP vê queda paulatina nos preços internos de combustíveis após acordo entre EUA e Irã

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis ( ANP ) já está enxergando uma queda paulatina nos preços dos combustíveis no mercado brasileiro após a assinatura de um acordo preliminar de paz entre EUA e Irã e a reabertura do Estreito de Ormuz, disse nesta quarta-feira (24) o diretor-geral do regulador, Artur Watt.

“À medida que aconteçam as importações, a tendência é de estabilização (de preços)”, disse a jornalistas, durante participação no evento Energy Summit.

Os futuros do Brent, referência para o mercado de petróleo, operam nesta quarta-feira perto de US$ 73/barril, no menor nível desde 27 de fevereiro, um dia antes dos ataques dos EUA e Israel ao Irã.

Os preços de derivados do petróleo dispararam no início da guerra dos EUA e Israel contra o Irã, em fevereiro, em meio a incertezas sobre a duração e a gravidade do conflito que culminou no fechamento do Estreito de Ormuz, uma importante rota de navegação para o fornecimento global de petróleo e gás.

O barril do Brent chegou próximo a US$ 120 no pico do conflito, o que levou o governo brasileiro a lançar mão de medidas para mitigar a alta de preços e garantir o abastecimento, como redução de impostos, subvenção de preços de combustíveis e taxação de exportações de petróleo.

O diretor-geral da ANP acrescentou que o mercado interno de combustíveis segue atendido pela produção nacional e importações, sem “nenhuma previsão de risco de desabastecimento”.

O diesel S-10, tipo mais comercializado do país, recuou 0,4% na semana encerrada em 20 de junho, a R$7,18 o litro, diante do recuo do preço do petróleo e seus derivados no mercado internacional após a assinatura de um acordo preliminar entre Estados Unidos e Irã, apontou o Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL) nesta quarta-feira.