Em live no Youtube, Flávio Bolsonaro afirma que governo é analógico por Lula “não usar celular”

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, criticou nesta quinta-feira (16), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por não utilizar o celular.

“Uma das coisas que nos incentiva a colocar o nome à disposição do País como uma alternativa, resgatar a nossa nação, é porque a gente tem um governo que é completamente analógico, um governo que tem um presidente que não usa telefone celular. Isso é até estranho hoje em dia. Uma pessoa que não usa celular, que não está conectada com o mundo, alguém que não entende das inovações, não entende de como é uma ferramenta importante na vida de tanta gente”, afirmou o parlamentar durante uma live em seu canal no YouTube para apresentar o “Plano Brasil por Elas”, focado em políticas públicas para mulheres.

Flávio afirmou também que Lula “acha que inteligência artificial (IA) só serve para manipular vídeos e fotos”.

O senador fez a transmissão ao lado da economista Daniella Marques, ex-presidente da Caixa, coordenadora das propostas econômicas da pré-campanha do senador e cotada para vice na chapa. Segundo ela, falas do petista contra o uso excessivo de celulares serviram de “inspiração” para o plano.

De acordo com Flávio, um dos objetivos do “Brasil por Elas” é garantir acesso à internet para, no mínimo, 70 milhões de mulheres. O pré-candidato disse, inclusive, já ter conversado com operadoras de telefonia móvel para fornecer até o aparelho celular.

Defender mulher de covarde e vagabundo é pauta da direita

Na transmissão, Flávio Bolsonaro que, caso seja eleito, criará a “Central da Mulher”, plataforma de segurança pública voltada às mulheres. Segundo ele, o tema é típico da direita.

“Defender mulher de covarde, vagabundo e agressor é pauta de direita. A direita não gosta de criminoso. Quem gosta de criminoso é a esquerda”, declarou o parlamentar.

Flávio faz a transmissão ao lado da economista Daniella Marques, ex-presidente da Caixa, coordenadora das propostas econômicas da pré-campanha do senador e cotada para vice na chapa.

Segundo Daniella Marques, um dos objetivos da Central da Mulher é a recolocação da vítima de violência doméstica no mercado de trabalho.

“Hoje, o governo é muito complexo. Ele é caro, inchado, um cabide de empregos, tem 18 lugares diferentes e nenhum resolve a vida da mulher. Então a ideia da Central da Mulher é a gente colocar tudo na palma da mão dela, seja na proteção da família dela, seja nas oportunidades para ela crescer e voar alto e construir autonomia”, disse.

Flávio critica termo ‘pessoas que gestam’

O pré-candidato à Presidência criticou o uso da expressão “pessoas que gestam” para se referir a mulheres – isto é, pessoas do sexo feminino capazes de engravidar.

“Quando a gente fala de mulheres, de mães, nós somos a direita se referindo às mulheres. Quando a esquerda se refere à mulher, chama de pessoa que gesta”, declarou o parlamentar.

O uso de “pessoas que gestam” foi amplamente criticado pela direita ainda este ano, após a suposta inclusão do termo na Caderneta da Gestante, editada pelo Ministério da Saúde. O senador Eduardo Girão (Novo-CE) chegou a pedir a convocação do ministro da Saúde, Alexandre Padilha (PT), para prestar esclarecimentos sobre o documento.

Atualmente, a versão da Caderneta da Gestante disponível no site do Ministério da Saúde não usa o termo “pessoas que gestam.”

Daniella Marques, presente na live, complementou dizendo que esquerda tenta impor suas ideias inclusive no Sistema Único de Saúde (SUS), ao trocar o termo “mãe” por “pessoas que gestam.”

“A pauta da direita é liberdade. E eu, como mãe, quero ter liberdade para educar o meu filho. E hoje eles querem impor a forma deles de pensar a todos nós inclusive na cartilha do SUS, dizendo que não somos mais mulheres, somos pessoas que gestam”, criticou a economista.

Ao comentar medidas do governo de Jair Bolsonaro (PL) na área digital, como o lançamento do Pix, Daniella também afirmou que o objetivo do plano de Flávio é dar “continuidade ao legado” do ex-presidente.

Flávio Bolsonaro reafirmou que tem preferência por uma mulher como vice em sua chapa e mencionou a economista Daniella Marques como uma das que são sugeridas.

“Já falei várias vezes a minha preferência de que seja uma mulher. Estão falando muito o nome da Dani, então é importante vocês conhecerem”, disse Flávio.

Tarifaço

Na mesma live, Flávio culpou o Lula pelo novo tarifaço aplicado pelo governo Donald Trump.

“A gente aqui tentou de todas as formas que essa tarifação chegasse ao Brasil. O Lula fez força para isso, cavou o pênalti, conseguiu, chegou a tarifa contra os interesses do povo brasileiro”, disse Flávio.

Segundo o senador, as exportações brasileiras também são alvos de sanções por outros parceiros comerciais, como a China e a União Europeia.

“Estados Unidos, China, União Europeia, os principais parceiros comerciais do Brasil, e o Brasil está tendo este tipo de relação com eles. Ou seja, muito pior para a nação brasileira, por causa dessa incompetência”, criticou.

Flávio chama de ‘absurda’ proibição de visitar o pai

O senador Flávio Bolsonaro classificou como “absurda” a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes de impedi-lo de se comunicar com seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), por 90 dias.

A determinação foi dada após Flávio divulgar uma carta do pai nas redes sociais, em que o ex-chefe do Executivo apoia sua pré-candidatura ao Planalto após a crise entre o parlamentar e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL).

“Eu estou com muita saudade já dele. Todo mundo acompanhou mais essa decisão absurda de impedir um filho de se comunicar com um pai por 90 dias, coincidentemente até depois do primeiro turno [das eleições]. Mas vamos trabalhar para que isso mude”, disse o parlamentar.