Axia Energia (AXIA3), Auren (AURE3) ou Copel (CPLE3)? Veja o que esperar dos balanços do 2T26

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O Itaú BBA apresentou as expectativas para o desempenho de algumas das empresas de energia no 2T26. Axia Energia ( AXIA3 ), Auren (AURE3 ) e Copel (CPLE3) divulgam seus resultados no dia 5 de agosto, já Alupar ( ALUP11 ) e Energisa (ENGI11) vêm em seguida, no dia 6.

Axia

Para o BBA, a Axia deve apresentar números acima das projeções do mercado, “beneficiada pela melhora do GSF, índice que mede a relação entre a energia efetivamente gerada pelas hidrelétricas e a energia esperada, em relação ao ano anterior, e pelos ganhos com modulação hidrelétrica”.

Os especialistas destacam que, após a conclusão do programa de turnaround (virada operacional), as despesas operacionais da companhia devem voltar à normalidade, em linha com a inflação.

O EBITDA consolidado é esperado em R$ 6,401 bilhões, crescimento anual de 12,2%. O preço-alvo ficou estabelecido em R$ 50,30.

Auren

Para a Auren, a visão do relatório não é tão otimista, com expectativas de um desempenho operacional mais fraco e números em linha com o mercado.

A principal causa dessa percepção é a menor geração eólica, afetada por questões climáticas, como a menor disponibilidade de ventos.

Em contrapartida, os analistas ressaltam a resiliência da geração de energia solar durante o período.

Para a geração hidrelétrica, os resultados devem ser estáveis, próximos aos registrados no 2T25.

“Apesar da queda dos preços de energia, a companhia continuaria com posição vendida em energia, reduzindo as margens de comercialização”, aponta o relatório.

A projeção do EBITDA ficou em R$ 831 milhões, queda de 15,4% em relação ao 2T25. O preço-alvo é de R$ 14,50.

Copel

A Copel deve divulgar resultados melhores do que o esperado, segundo o BBA.

Na prévia operacional, a empresa de energia apresentou crescimento de 7,2% no volume faturado, na comparação anual.

Os números foram impulsionados pelas temperaturas mais elevadas e pelo aumento da demanda nas indústrias do Paraná, explicam os analistas.

As perdas de energia e as despesas operacionais devem permanecer estáveis, assim como o segmento de geração, que deve vir em linha com o trimestre anterior.

O Itaú BBA projeta EBITDA de R$ 1,601 bilhão no trimestre, aumento de 19,9% na comparação anual. O preço-alvo é de R$ 14,50.

Alupar

A Alupar também deve vir com boas notícias, com expectativa de crescimento de 7,5% no EBITDA, para R$ 731 milhões.

A projeção é de normalização das receitas de geração e comercialização após o 1T26, quando o desempenho foi favorecido pelos preços mais elevados da energia.

Um ponto de atenção, para o BBA, é a projeção de queda de 31% no lucro líquido, “refletindo maiores despesas financeiras e uma participação mais elevada dos acionistas não controladores nos resultados”.

O preço-alvo ficou estabelecido em R$ 41.

Energisa

Outra empresa de energia com números projetados melhores do que a visão do mercado é a Energisa.

O catalisador dos resultados é o desempenho operacional mais forte, sustentado pelo aumento do volume de energia distribuída durante o trimestre, especialmente nas concessões de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

As despesas da companhia devem aumentar com trabalhos de manutenção da rede e reforços na proteção da infraestrutura diante dos possíveis efeitos do El Niño nos próximos trimestres.

Por outro lado, o relatório espera melhora na alavancagem financeira, “refletindo a recente operação de quasi-equity anunciada pela companhia”.

Já o segmento de transmissão deve vir “totalmente consolidado”, na expectativa dos analistas.

O EBITDA deve vir em R$ 2,17 bilhões, alta de cerca de 11,9% em relação ao 2T25. O preço-alvo foi definido em R$ 76,90.

*Com supervisão de Renan Dantas