Comunidade cripto pressiona presidenciáveis antes do segundo turno

Comunidade cripto pressiona presidenciáveis antes do segundo turno

A comunidade cripto brasileira chega ao segundo turno das eleições com uma nova frente de pressão política. O movimento Juntos por Cripto lançou a segunda fase de sua campanha. O alvo agora são os dois candidatos à Presidência da República que seguem na disputa.

Segundo o movimento, nenhum dos dois apresentou até agora uma agenda sobre o tema. A meta é obter dos presidenciáveis um compromisso público com uma plataforma favorável à cripto antes da votação.

Juntos por Cripto leva a pauta aos candidatos à Presidência

Pelo site da campanha, apoiadores podem enviar mensagens diretamente aos candidatos. A ideia é levar ao debate eleitoral temas como regulação, proteção ao investidor, inovação, autocustódia e segurança jurídica.

Autocustódia é quando o próprio investidor guarda suas criptomoedas, sem deixar os ativos sob controle de uma corretora. Segurança jurídica é a previsibilidade das regras. Ela permite que empresas e usuários saibam o que vale hoje e o que deve continuar valendo no futuro.

Primeira fase enviou 1,7 mil emails a deputados e senadores

A primeira etapa da campanha mirou o Congresso. Ela durou 17 dias e aconteceu antes do primeiro turno. Os apoiadores foram convidados a enviar um email cobrando dos legisladores um compromisso público com a pauta.

No período, a comunidade enviou em média 100 emails por dia. No total, foram aproximadamente 1,7 mil mensagens nas caixas de entrada de deputados e senadores. O objetivo era chamar atenção para a relevância do tema.

Por que a comunidade cripto quer cobrar os presidenciáveis?

Para o Juntos por Cripto, a mudança de foco reflete o amadurecimento da comunidade. O público cripto não se organiza mais apenas em torno de investimentos e tecnologia. Agora, ele passa a acompanhar e influenciar as decisões políticas que vão definir o futuro do setor no país.

“Durante muito tempo, cripto foi tratado no debate público como uma pauta restrita a investidores e empresas. O que estamos vendo agora é uma comunidade mais organizada, que quer conhecer quem decide as regras, acompanhar essas decisões e cobrar posicionamentos claros de quem pretende governar o país”, afirma Marina Fagali, diretora do Juntos por Cripto no Brasil.

Na avaliação do movimento, a mobilização também marca uma nova relação entre a comunidade e a política brasileira. Ao lado das questões tecnológicas e financeiras, entram na conversa temas como representação, participação cidadã e construção das regras para o setor.

“Queremos garantir que uma comunidade formada por milhões de brasileiros tenha voz na construção das políticas que afetam diretamente esse mercado, sem pedir tratamento especial para cripto. Quanto maior a participação, maior também a responsabilidade dos candidatos de apresentar posições claras sobre o tema”, completa Marina.

O que vem depois do segundo turno para a comunidade cripto?

O movimento prevê novas ações após o segundo turno. O objetivo é ampliar a participação e dar visibilidade a um grupo que já reúne milhões de brasileiros ligados ao mercado de ativos digitais. Ativos digitais são bens que existem apenas em formato eletrônico, como as criptomoedas.

A ideia é aproveitar a renovação política para aproximar a comunidade de seus representantes. A campanha faz parte de uma estratégia mais ampla do Juntos por Cripto. Ela busca aproximar usuários, investidores, empresas e participantes do ecossistema das discussões legislativas e regulatórias. Segundo o movimento, esses debates devem ganhar ainda mais relevância a partir de 2027.

O que é o Juntos por Cripto?

O Juntos por Cripto é um movimento global, suprapartidário e sem fins lucrativos. Suprapartidário significa que o grupo não tem vínculo com nenhum partido político. O movimento chegou ao Brasil em 2026 para dar voz aos mais de 29 milhões de brasileiros que constroem o ecossistema cripto.

No mundo, o grupo reúne mais de 4 milhões de apoiadores. Ele está presente nos Estados Unidos, no Reino Unido, na União Europeia, no Canadá e na Austrália.

No Brasil, o movimento lançou uma plataforma para monitorar e avaliar a ação política. A proposta é mobilizar a comunidade e cobrar de políticos e reguladores um compromisso claro com o desenvolvimento do setor. Segundo o grupo, a meta é contribuir para uma regulamentação equilibrada e inteligente.

Leia a história original Comunidade cripto pressiona presidenciáveis antes do segundo turno por Lucas Espindola em br.beincrypto.com