Quem pediu licença cripto ao Banco Central? Confira a lista completa

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Quem pediu licença cripto ao Banco Central? Confira a lista completa

Grandes bancos, a bolsa brasileira e as principais exchanges do mundo estão entre as empresas que buscaram licença cripto no Banco Central (BC) para atuar como prestadoras de serviços de ativos virtuais no país. O prazo para quem já operava no mercado terminou na sexta-feira (30).

Até as 19h30 daquele dia, 67 instituições haviam sido identificadas na disputa, segundo levantamento do Cainvest Group, que acompanha os processos. A lista reúne pedidos confirmados pelas próprias empresas, comunicações regulatórias de bancos já autorizados e casos identificados apenas por vínculos documentais com processos no BC, ainda sem confirmação das companhias.

Entre os processos com andamento público, três estavam na pauta de decisão do BC, dois em exame e dois aguardavam documentos ou manifestação dos requerentes.

Quem está na corrida pela licença do BC?

Entre bancos, bolsa e outras instituições financeiras, aparecem B3, Itaú Unibanco, Bradesco, Nubank, Banco Inter, BTG Pactual (por meio da Mynt), Banco BS2, Banco Rendimento, Braza Bank, Stark Bank, S3 CACEIS e B&T Corretora de Câmbio.

No grupo das exchanges e corretoras estão Binance, Coinbase, OKX, Bybit, Kraken, Bitget, Ripio, OSL Brasil, Webull, Coins.xyz e Wynx Exchange, além das brasileiras Mercado Bitcoin, Foxbit e Brasil Bitcoin.

Empresas de stablecoins, pagamentos e infraestrutura também entraram na disputa: Ripple, Avenia, Bloquo, Liqi, Lumx, Transfero, RedotPay, Parfin, NoxPay, Obsidiam, Belo, TCR Finance, Velaro Network e Manteca, que atua no Brasil como Ponte Global.

Completam a lista 4Pay Finance, ARQ Finance, Axioma, BCX Corretora, Bloxtrade Capital, Cademartori Z Soluções, Crown, Ettica Pagamentos, Frontrade, GGPay, IACrypto, MadarBit, Masterpay, Mazzera, NBS, Neo Ativos Virtuais, Nexus, Nonco, O3 Trade, Onda Finance, PFPay, Prata Digital, SuitCoin, TRKBIT, UnblockPay, Urban e W Brasil Comércio.

Bancões entram na corrida

Entre os pedidos mais recentes estão os da B3 e de quatro grandes bancos: Bradesco, Nubank, Itaú e Inter. Eles foram os primeiros bancos a formalizar a solicitação para atuar como prestadores de serviços de ativos virtuais junto ao BC.

A presença das instituições tradicionais mostra que a disputa pelo mercado cripto regulado no Brasil não ficará restrita às empresas nativas do setor. Com a autorização, os bancos poderão oferecer diretamente serviços como intermediação e custódia de criptoativos.

Exchanges, stablecoins e infraestrutura

Entre as empresas cripto, protocolaram pedido a Ripple, a emissora de stablecoins Avenia, a Bloquo, de infraestrutura de pagamentos, a Nonco, a Lumx, de pagamentos com stablecoins, e a Liqi, de tokenização de ativos.

A lista inclui ainda Foxbit, Neo Ativos Virtuais, Grupo Braza, TRKBIT, Cademartori, B&T, Stark Bank e S3 CACEIS. A Coinbase entrou no grupo em 28 de outubro, dois dias antes do fim do prazo.

O que muda a partir de agora?

As regras para o setor foram estabelecidas pelas Resoluções BCB 519, 520 e 521, publicadas em novembro de 2025 e em vigor desde 2 de fevereiro de 2026. As normas regulamentam o Marco Legal dos Ativos Virtuais (Lei 14.478/2022) e criaram a figura das sociedades prestadoras de serviços de ativos virtuais, as SPSAVs.

As empresas que já operavam tiveram 270 dias para protocolar a primeira fase do pedido de autorização. Quem cumpriu o prazo pode continuar funcionando enquanto o BC analisa o processo. Quem não protocolou precisa encerrar a prestação dos serviços em até 30 dias.

A partir de 30 de outubro, a Resolução BCB 520 também proíbe bancos, instituições de pagamento e demais entidades autorizadas pelo BC de realizar, intermediar ou custodiar operações com prestadoras que não estejam autorizadas ou em processo de autorização.

O protocolo, no entanto, não encerra o processo. O pedido dá início a uma análise em duas fases, e as empresas ainda precisarão cumprir outras exigências regulatórias antes de receber a autorização definitiva.

Leia a história original Quem pediu licença cripto ao Banco Central? Confira a lista completa por Luís De Magalhães em br.beincrypto.com