BTG vê pressão sobre Apple e troca por ação beneficiada pela IA; veja quem entra na carteira de BDRs

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O BTG Pactual promoveu mudanças em sua carteira recomendada de ações internacionais para julho. As indicações são formadas por Brazilian Depositary Receipts ( BDRs ou certificados brasileiros de valores mobiliários), que representam na B3 as ações de empresas listadas fora do Brasil.

A principal alteração foi a saída da Apple e a entrada da GE Vernova. Além disso, o banco elevou a exposição a Alphabet, Bank of America, Eli Lilly e Johnson & Johnson.

A retirada da Apple da carteira reflete preocupações com uma pressão crescente sobre as margens da companhia. O BTG destaca que os custos de memória necessários para a nova geração de produtos são entre seis e dez vezes superiores aos da geração anterior, limitando o potencial de repasse desses custos ao consumidor.

Para ocupar o espaço deixado pela fabricante do iPhone, o BTG escolheu a GE Vernova, companhia que considera uma das principais beneficiárias do ciclo estrutural de investimentos em infraestrutura elétrica impulsionado pela inteligência artificial.

Eles destacam que a inclusão da GE Vernova vem pela expectativa de que os resultados dos grandes grupos de tecnologia, os chamados hyperscalers, tragam revisões positivas para os planos de investimento em data centers.

O BTG também aumentou a participação da Alphabet após a recente correção dos papéis. Na avaliação dos analistas, a queda de cerca de 7% das ações, motivada por preocupações relacionadas à saída de pesquisadores da DeepMind, não representa uma deterioração dos fundamentos da companhia.

Já a elevação da posição em Bank of America foi motivada pela perspectiva de forte retorno de capital aos acionistas. No primeiro trimestre de 2026, o banco recomprou US$ 7,2 bilhões em ações, um avanço de 60% na comparação anual, além de distribuir US$ 2 bilhões em dividendos.

Por fim, o BTG reforçou a exposição ao setor de saúde por meio de Eli Lilly e Johnson & Johnson. A avaliação é que o segmento oferece maior previsibilidade de resultados, forte geração de caixa e menor sensibilidade ao ciclo econômico, características consideradas importantes em um ambiente de maior incerteza e volatilidade para os mercados.

Confira a carteira completa:

EmpresaSetorBDRPeso
NvidiaTecnologiaNVDC3413%
AlphabetComunicaçãoGOGL3410%
MicrosoftTecnologiaMSFT349%
AmazonConsumo DiscricionárioAMZO348%
TSMCTecnologiaTSMC347%
Meta PlatformsComunicaçãoM1TA348%
Eli LillySaúdeLILY345%
Johnson & JohnsonSaúdeJNJB345%
Bank of AmericaFinanceiroBOAC348%
Coca-ColaConsumo não discricionárioCOCA344%
GE VernovaIndústriaGSGI344%
Goldman SachsFinanceiroG2EV346%
NetflixComunicaçãoNFLX343%
PalantirTecnologiaP2LT344%
NewmontMateriais básicosN1EM346%

*Com supervisão de Juliana Américo