Wall Street recua 1% de olho no petróleo e na queda de chips

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Os índices de Wall Street iniciam a sessão desta sexta-feira (17) em baixa, diante da nova escalada do conflito no Oriente Médio, o que pressiona as cotações do petróleo no mercado internacional, e da nova rodada de vendas das ações de fabricantes de chips.

Confira o desempenho dos índices logo após a abertura:

Dow Jones: -0,95%, aos 52.056,31 pontos; S&P 500: -1,14%, aos 7.448,12 pontos; Nasdaq: -1,73%, aos 25.433,542 pontos.

EUA intensificam ofensiva

Os investidores norte-americanos acompanham a continuidade na troca de ataques entre Estados Unidos e Irã, o que contribui para o sentimento de cautela no mercado.

Os EUA intensificaram os ataques ao Irã atingindo pontes e um aeroporto. O Wall Street Journal já havia informado anteriormente que o presidente norte-americano, Donald Trump, pretendia expandir as ofensivas contra o país persa.

Nesta sexta-feira (17), o Irã atacou o leste da Síria em resposta. A Guarda Revolucionária do Irã afirmou ter atacado um centro de comando de operações especiais dos EUA em al-Tanf, na Síria, em retaliação à morte de soldados iranianos em Iranshahr, segundo informou a mídia estatal.

Sem sinais de arrefecimento ou avanço concreto nas negociações diplomáticas, os preços do petróleo voltaram a operar em alta. O Brent caminha para uma alta semanal de 13% diante da elevação das tensões.

Confira os preços do petróleo, por volta das 10h33 (horário de Brasília):

Brent para setembro de 2026: +3,02%, a US$ 86,77 o barril; WTI para agosto de 2026: +3,42%, a US$ 81,65 o barril.

Tecnologia e balanços

Os ativos ligados à tese de inteligência artificial (IA) seguem em baixa, com os investidores vendendo as ações de empresas fabricantes de chips. O movimento reflete o movimento global do setor, com o Kospi, da Coreia do Sul, apresentando nova queda de 6,37%.

Após o forte rali de tecnologia, a avaliação é de que os ativos ficaram muito caros, o que pode estar favorecendo o “sell-off” do setor.

Do lado dos balanços, a Netflix divulgou seu balanço do segundo trimestre de 2026 (2T26), em linha com a expectativa dos analistas. No entanto, o conjunto de dados, ao considerar os investimentos e recursos de publicidade da companhia, acendeu um sinal amarelo para os investidores. A ação despenca 11%.

Na avaliação do Itaú BBA, embora a estratégia e a execução continuem bem estruturadas, a conversão dessas iniciativas em resultados concretos, e em uma reaceleração do crescimento, pode levar mais tempo.

“Embora a empresa tenha entregado receita e lucro em linha com o guidance (veja a tabela), as expectativas eram mais elevadas, considerando o contexto de aumento dos investimentos, reajustes de preços anunciados em algumas regiões, novos formatos de conteúdo, novos jogos e expansão dos recursos de publicidade”, afirma o BBA.

A previsão de receita recebeu uma pequena atualização, elevando o piso (de US$ 50,7 bilhões para US$ 51 bilhões), mas reduzindo o teto (de US$ 51,7 bilhões para US$ 51,4 bilhões), sendo este último ajuste o que mais chamou negativamente a atenção do mercado, segundo o banco de investimentos.