Ibovespa recua mais de 1% com alívio no petróleo; dólar tem leve queda a R$ 5,08

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O Ibovespa (IBOV ) foi pressionado pelo alívio nos preços do petróleo e engatou a segunda forte queda consecutiva.

Nesta sexta-feira (24), o principal índice da bolsa brasileira terminou as negociações com queda de 1,52%, aos 174.041,95 pontos. Na semana, o IBOV teve valorização de 0,19%.

Já o dólar à vista encerrou as negociações a R$ 5,0809, com queda de 0,06%. No acumulado dos últimos cinco pregões, o saldo foi positivo, com recuo de 0,59%.

Por aqui, os investidores reagiram à nova tarifa de 12,5% sobre os produtos brasileiros importados nos EUA, que somou-se à sobretaxa de 25% que entrou em vigor na última quarta-feira (22).

Na visão de especialistas, os impactos do tarifaço na bolsa brasileira são limitados, pois o movimento já estava precificado.

Na avaliação de Rebecca Nossig, estrategista de ações da Nomad, apesar da agressividade da política protecionista norte-americana, o impacto prático não recaiu de forma indiscriminada sobre toda a produção exportadora brasileira.

Para ela, a dupla tarifação dos EUA já vinha sendo amplamente precificada pelos investidores ao longo das últimas semanas. Nesse cenário, as incertezas geopolíticas têm pesado mais sobre a bolsa brasileira.

LEIA MAIS: Tarifaço em dose dupla: O impacto das novas taxas dos EUA na bolsa brasileira, segundo analistas

Altas e quedas do Ibovespa

Os pesos-pesados foram os patrocinadores da queda do Ibovespa. O Índice Financeiro (IFNC) terminou o pregão com queda de 1,61%, estendendo as perdas da sessão anterior.

Vale ( VALE3), que detém 11% de participação do índice, realizou os ganhos das sessões anteriores e encerrou o dia com queda de 0,58% (R$ 75,24), na esteira do desempenho do minério de ferro. O contrato mais líquido da commodity, para setembro, teve baixa de 0,13%, a 746 yuans (US$ 110,19) a tonelada em Dalian, na China.

Petrobras (PETR4 ; PETR3 ) também perdeu tração com alívio nos preços do petróleo: o contrato mais líquido do Brent, referência para o mercado internacional, para setembro fechou em baixa de 3,88%, a US$ 96,78 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres. Em reação, PETR3 caiu 2,36% (R$ 47,55) e PETR4 registrou baixa de 1,72% (R$ 42,21).

Bancos, Vale e Petrobras correspondem a 50% da carteira teórica do Ibovespa.

A ponta negativa, porém, foi liderada por ISA Energia (ISAE4), que caiu 7,16%, a R$ 26,46, após precificação da oferta de ações. A companhia de transmissão de energia levantou R$ 1,2 bilhão com uma oferta pública de distribuição primária ( follow-on ), com a emissão de pouco mais de 44,4 milhões de ações.

A precificação ficou em R$ 27, um desconto de 5,26%, com o valor abaixo dos R$ 28,50 do papel ISAE4 ao final do pregão de ontem.

Já a ponta positiva foi encabeçada por Yduqs (YDUQ3). Apenas 12 ações da carteira do IBOV fecharam em alta.

Exterior

Os índices de Wall Street encerram a sessão desta sexta-feira (24) mistos diante do derretimento das ações da Intel, o que pesou no Nasdaq, e de novo movimento de venda das ações de fabricantes de chips.

Confira o fechamento dos índices:

Dow Jones: +0,46%, aos 51.947,25 pontos; S&P 500: +0,05%, aos 7.411,98 pontos; Nasdaq: -0,64%, aos 24.975,824 pontos.

Na semana, o Dow Jones e o S&P 500 recuaram, respectivamente, 0,5% e 0,7%. Já o Nasdaq teve perdas de mais de 2%

Na Europa, os índices fecharam o pregão em alta com balanços e desempenho positivo das ações de tecnologia. O índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou as negociações com alta de 0,82%, aos 644,51 pontos.

Na Ásia, os índices terminaram em queda: o índice Nikkei, do Japão, caiu 2,73% os 64.611,15 pontos e o índice Hang Seng, de Hong Kong, teve perda de 0,98%, aos 24.963,23 pontos pontos.