Wall Street fecha em queda com liquidação de ações de chips e tensão no Oriente Médio; Dow Jones tem recorde intradia

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Os índices de Wall Street encerraram o pregão desta terça-feira (7) em queda com a liquidação das ações ligadas à inteligência artificial e disparada dos preços do petróleo em meio a escalada das tensões no Oriente Médio.

Durante a sessão, o Dow Jones renovou a máxima nominal intradia aos 53.289,30 pontos, mas acabou virando para queda.

Confira o fechamento dos índices:

Dow Jones: -0,25%, aos 52.924,62 pontos; S&P 500: -0,45%, aos 7.503,83 pontos; Nasdaq: -1,16%, aos 25.818,69 pontos.

Escalada das tensões

Os preços do petróleo disparam no final da tarde desta terça-feira em meio a notícias de que os Estados Unidos revogaram uma licença geral que autorizava a venda de petróleo iraniano – renovando as incertezas sobre o frágil cessar-fogo entre Washington e Teerã e as pressões sobre a inflação global.

A medida foi tomada depois que três petroleiros relataram ter sido atingidos por projéteis desconhecidos no Estreito de Ormuz e nas proximidades nos últimos dias, informou a agência UKMTO, ligada à Marinha britânica, em um relatório. Não houve comentário imediato de Teerã, nem qualquer reivindicação de responsabilidade.

“Como o presidente Trump e o governo têm afirmado repetidamente, o memorando de entendimento em vigor com o Irã é inteiramente baseado em desempenho”, disse o funcionário do governo à CNBC.

Já segundo a Reuters, citando uma autoridade norte-americana à Reuters, as ações do Irã no Estreito de Ormuz são “totalmente inaceitáveis” e teriam consequências.

Na véspera, o presidente norte-americano Donald Trump havia afirmado que Washington e Teerã chegarão a um acordo ou seu país “terminará o serviço”, renovando suas ameaças de ação militar. Em resposta, o ministro das Relações Exteriores do Irã Abbas Araghchi declarou que as negociações entre os dois países para um acordo definitivo não ocorrerão se as ameças dos EUA continuarem.

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Novo ‘abalo’ no setor de IA

Depois de uma guinada, as ações das empresas de tecnologia, em especial as de semicondutores, realizam os ganhos recentes após os resultados da sul-coreana Samsung e pressionam os índices. A companhia apresentou um balanço considerado forte por analistas, mas os números frustraram as expectativas elevadas do mercado.

Além disso, uma notícia de que a chinesa DeepSeek está desenvolvendo seu próprio chip de Inteligência Artificial (IA) também afetou o sentimento do mercado.

Em reação, as gigantes de semicondutores despencaram. Em destaque, as ações da Micron (MU) registraram perda de 4,71% (US$ 938,38) e a Nvidia (NVDA) fechou próximo da estabilidade com leve alta de 0,71% (US$ 196,93).

De olho na ata

O mercado operou à espera da divulgação da ata da última decisão do Federal Reserve (Fed, o Banco Central norte-americano, prevista para quarta-feira (8).

No mês passado, o Comitê Federal do Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) do Fed manteve os juros inalterados na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano , na quarta manutenção consecutiva e em uma decisão unânime.

O destaque da decisão foi a coletiva de imprensa, a primeira de Kevin Warsh no comando do Fed. Durante o pronunciamento, o novo presidente indicou que o BC poderá promover mudanças em sua estratégia de comunicação com o mercado, incluindo a realização de coletivas de imprensa e outros instrumentos de orientação aos investidores.

O mercado mantém a aposta de elevação nos juros pelo Fed em setembro, segundo a ferramenta FedWatch, do CME Group, após dados de emprego mais fracos divulgados na semana passada.

Perto do fechamento, a ferramenta indicava 62% de chance de o BC norte-americano aumentar as taxas no mês nono do ano. Para a próxima decisão, no fim de julho, a aposta majoritária é de manutenção (72,7%).