Ações de commodities abrem janela de oportunidade? Confira 4 opções do Money Picks desta segunda (13)

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Quais ações ligadas a commodities ainda são boas estratégias para o investidor? No Money Picks desta segunda-feira (13), os jornalistas do Money Times apresentam ativos do setor que se destacam, especialmente por terem grande peso no Ibovespa ( IBOV ).

As commodities têm sido bastante discutidas neste ano, desde a política monetária até o consumo doméstico. Embora dependam de fatores como a demanda chinesa, a normalização dos fluxos do petróleo e as condições climáticas, com o El Niño no radar, elas ainda podem representar um bom negócio.

Prio (PRIO3)

O Morgan Stanley elevou a recomendação de Prio ( PRIO3 ) para compra após a forte correção dos papéis da petroleira, pois a queda das ações melhorou a relação entre risco e retorno. O preço-alvo foi estabelecido em R$ 71.

O banco considera que o avanço no desenvolvimento do campo de Wahoo é relevante para a tese de investimento, mesmo que a companhia ainda precise demonstrar mais consistência na execução operacional, segundo os analistas.

Além disso, a Prio pode implementar uma política formal de dividendos neste segundo semestre de 2026.

Jalles Machado (JALL3)

O Citi reduziu o preço-alvo da Jalles Machado ( JALL3 ) de R$ 3 para R$ 2,50, mantendo a recomendação neutra, o que reflete uma postura cautelosa.

Para a casa, os rendimentos do fluxo de caixa livre parecem pouco atrativos, refletindo os investimentos da empresa na expansão da capacidade de moagem de cana-de-açúcar.

Diante da Selic elevada, ainda em um patamar restritivo, isso acaba impactando a alavancagem da Jalles.

Gerdau (GGBR4)

A Gerdau ( GGBR4 ) passou a ser recomendação de compra do BTG Pactual . De acordo com os analistas, a siderúrgica é uma das melhores teses para o atual momento do mercado e, por isso, o banco também elevou o preço-alvo para R$ 28.

Entre os pontos fortes, o BTG destaca os resultados da operação da companhia nos EUA , os fundamentos domésticos em melhora gradual e um perfil atrativo de geração de caixa no médio prazo, que mostram que a empresa está bem posicionada para entregar retornos sólidos aos acionistas.

A casa vê espaço para um retorno total ao acionista de cerca de 10% nos próximos 12 meses, impulsionado por dividendos e recompras de ações.

Vale (VALE3)

A Vale ( VALE3 ) possui exposição relevante a cobre e níquel, além de liderar a produção de minério de ferro, lembra a Empiricus , que adicionou a empresa à sua carteira de dividendos para julho.

Confira os argumentos que sustentam a tese da corretora:

A resiliência do minério de ferro , sustentada por uma dinâmica de oferta mais restrita, elevada depleção global e demanda ainda sólida, com maior diversificação geográfica; A previsibilidade operacional, já que, nos últimos anos, a mineradora investiu em melhorias operacionais que se traduziram em menos paradas, aumento da produção e consequente diluição de custos; A forte geração de caixa e o potencial de retorno ao acionista próximo de dois dígitos, sustentados por dividendos recorrentes e eventuais distribuições adicionais feitas pela Vale; O potencial em metais básicos: a divisão de cobre — e, em menor grau, a de níquel — vem ganhando relevância e pode destravar valor ao longo do tempo, em um movimento ainda pouco refletido no valuation atual.

*Sob supervisão de Juliana Américo