Petróleo sobe com aumento de hostilidades entre EUA e Irã e ameaça de fechamento da rota do Mar Vermelho

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Os preços do petróleo registraram leve alta nesta sexta-feira (17), após Estados Unidos e Irã intensificarem os ataques na região do Golfo, com a trégua rompida limitando os fluxos de petróleo pelo Estreito de Ormuz e com Teerã pedindo à organização Houthi que esteja preparada para fechar a rota de exportação pelo Mar Vermelho.

Os contratos futuros do petróleo Brent avançavam 5 centavos, ou cerca de 0,06%, para US$ 84,28 por barril às 5h29 (horário de Brasília), enquanto os contratos futuros do West Texas Intermediate (WTI) dos Estados Unidos ganhavam 37 centavos, ou 0,47%, para US$ 79,32 por barril.

Ambos os contratos de referência acumulam alta de quase 12% nesta semana, com o Brent caminhando para registrar a terceira semana consecutiva de valorização e o WTI a segunda semana seguida de ganhos.



“A ameaça potencial de o Mar Vermelho se tornar outro importante ponto de interrupção no fornecimento torna ainda mais complexo o cenário global para o petróleo”, afirmou Tim Waterer, analista-chefe de mercado da KCM Trade. Segundo ele, esse “cenário de risco duplo” mantém incorporado aos preços dos dois contratos um prêmio relacionado aos riscos geopolíticos.

Pela primeira vez desde que um memorando de entendimento interrompeu os combates no mês passado, os Estados Unidos lançaram, na quarta-feira (15), duas grandes ondas de ataques aéreos em um único dia, direcionadas principalmente a alvos próximos à costa sul do Irã. Os bombardeios prosseguiram ontem.

Enquanto isso, o Ministério da Defesa do Catar informou que suas Forças Armadas frustraram um ataque com mísseis iranianos na madrugada de hoje, enquanto o Ministério do Interior afirmou que uma criança ficou ferida por estilhaços resultantes das operações de interceptação.

“A segurança do abastecimento de petróleo continua sendo uma questão crítica”, afirmou o diretor-executivo da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol, durante um evento promovido pelo Council on Foreign Relations, em Washington.

“Devemos estar preocupados, e eu estou preocupado, se a situação não melhorar nas próximas semanas”, disse.

Em comunicado, o Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) informou que as forças americanas iniciaram, ontem, “uma nova onda de ataques contra o Irã pela sexta noite consecutiva, com o objetivo de degradar ainda mais as capacidades militares iranianas”.

Teerã respondeu com mísseis e drones direcionados a bases militares dos Estados Unidos em países vizinhos, incluindo uma barragem de ataques contra uma base aérea recentemente ampliada na Jordânia.