Ibovespa recua com pressão de Petrobras (PETR4) e Vale (VALE3); C&A (CEAB3) avança

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O Ibovespa operava em queda nesta quarta-feira (24), pressionado principalmente pelas ações da Petrobras ( PETR4 ), que acompanhavam o recuo dos preços do petróleo no mercado internacional. Na ponta positiva, os papéis da C&A (CEAB3) avançavam mais de 5% após receberem avaliação favorável de analistas do Itaú BBA.

Por volta das 13h, o Ibovespa (IBOV) recuava 0,54%, aos 170.339,20 pontos, uma queda de 919,67 pontos no pregão do dia.

No exterior, o barril do petróleo Brent caía mais de 4%, diante de sinais de normalização do tráfego de navios petroleiros no Estreito de Ormuz e do avanço das negociações entre Estados Unidos e Irã.

Segundo Thiago Pedroso, responsável pela área de renda variável da Criteria, o mercado avalia que o risco de uma interrupção relevante da oferta global de petróleo diminuiu significativamente, apesar das divergências que ainda persistem entre os dois países.

Em Nova York, o índice S&P 500 avançava 0,27%, apoiado pela estabilização das ações de tecnologia, enquanto investidores aguardavam a divulgação dos resultados da Micron.

Entre os destaques negativos do pregão, as ações preferenciais da Petrobras (PETR4) caíam 2,44%, enquanto os papéis ordinários da companhia (PETR3) recuavam 2,61%. Outras petroleiras também acompanhavam o movimento, como Prio (PRIO3), Brava Energia (BRAV3) e PetroReconcavo (RECV3).

Já Vale (VALE3) perdia 1,52%, mesmo com a recuperação dos contratos futuros de minério de ferro na China. Os investidores seguem atentos também às discussões envolvendo o pedido da Previ para destituir o presidente do conselho de administração da mineradora.

No setor financeiro, as ações dos grandes bancos apresentavam desempenho misto, após perderem força ao longo da sessão. Itaú Unibanco (ITUB4), Bradesco (BBDC4), Banco do Brasil (BBAS3), Santander Brasil (SANB11) e BTG Pactual (BPAC11) registravam leves variações negativas. O Citi reduziu os preços-alvo para todos esses papéis.

Na ponta positiva, a C&A (CEAB3) avançava 5,1%, impulsionada por relatório do Itaú BBA que reiterou recomendação equivalente à compra e preço-alvo de R$ 20 por ação. Os analistas afirmaram que o papel está “irracionalmente barato” e destacaram a capacidade da varejista de gerar retorno mesmo em um ambiente mais desafiador para o consumo.

Fora do Ibovespa, a Sanepar (SAPR11) recuava 3,48% após a agência reguladora do Paraná manter o entendimento de que os recursos relacionados a um precatório devem ser integralmente destinados aos usuários da companhia por meio da modicidade tarifária. A empresa informou que continuará adotando medidas administrativas e judiciais para defender seus interesses.

*Com informações da Reuters