Micron amplia plano para os EUA e projeta investimentos de US$ 250 bilhões até 2035

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A Micron Technology anunciou nesta quinta-feira (9) que planeja investir mais de US$ 250 bilhões nos Estados Unidos até 2035, impulsionada pela crescente demanda por chips de memória na era da IA e pela iniciativa do presidente Donald Trump de fortalecer a produção nacional de chips.

O novo plano de investimento representa um salto em relação aos US$ 200 bilhões anunciados pela Micron em junho passado, valor que já havia sido elevado em US$ 30 bilhões em relação aos planos originais.

Às 11h50 (horário de Brasília), as ações da Micron subiam perto de 7%, somando-se a um aumento de mais de 200% em seu valor até agora neste ano.

A fabricação nacional de chips tem sido uma prioridade fundamental para o governo Trump, à medida que os EUA buscam reduzir a dependência da produção estrangeira, impulsionar a economia e manter a liderança na corrida global pela IA.

No centro dos planos de investimento da Micron está um complexo de chips em Nova York. O projeto está mais de um trimestre adiantado em relação ao cronograma, informou a empresa nesta quinta-feira.

A unidade de Nova York, juntamente com a expansão das operações da empresa em Idaho e na Virgínia, deve criar mais de 90 mil empregos no país, informou a Micron.

Como parte do investimento, a Micron informou que gastará US$3 bilhões no fortalecimento da cadeia de suprimentos de chips dos EUA, dos quais US$500 milhões serão destinados a financiar avanços na fábrica de wafers de chip de silício bruto de 300 mm da GlobalWafers, em Sherman, no Texas.

As duas empresas também firmarão um contrato de fornecimento de dez anos que proporcionará uma capacidade significativa de produção de wafers de chip de silício bruto para apoiar os planos de fabricação de longo prazo da Micron.

A Micron, um dos principais fornecedores dos chipsets (conjuntos de chips projetados para trabalhar juntos) de IA da Nvidia, tem visto a demanda por seus produtos disparar devido ao boom da IA. No mês passado, a empresa informou que seus clientes (nos mercados de data centers, de consumo e automotivo) haviam garantido compras de chips de memória no valor de US$22 bilhões.