Petróleo avança e fecha no maior nível em 5 semanas com Oriente Médio em foco

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Os preços do petróleo recuperaram parte das perdas da sessão anterior e fecharam em alta nesta terça-feira (21), com os desdobramentos do conflito no Oriente Médio e os investidores elevando o prêmio de risco de uma potencial interrupção no fluxo no Estreito de Bab-el-Mandeb.

O contrato mais líquido do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, para setembro fechou com ganho de 2%, a US$ 91,01 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres, no maior fechamento desde 10 de junho.



Já na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA , o contrato d o petróleo West Texas Intermediate (WTI) para agosto teve avanço de 2,25%, a US$ 84,34 o barril, no maior nível desde 11 de junho.

O que mexeu com o petróleo hoje?

A commodity avançou devido a temores de que as interrupções no abastecimento de energia possam se agravar no Oriente Médio, em meio a novos ataques entre os Estados Unidos e o Irã e à ameaça de bloqueio naval à Arábia Saudita por parte dos houthis do Iêmen – aliados a Teerã.

O grupo extremista ameaçou interromper o fluxo no Estreito de Bab-el-Mandeb, um dia após anuncar um bloqueio naval contra a Arábia Saudita, ampliando o conflito e aumentando a ameaça ao abastecimento energético global e ao comércio para além do Golfo Pérsico.

Diante da tensão, dois petroleiros que transportavam petróleo saudita para a Ásia mudaram de rota no Mar Vermelho.

As forças norte-americanas bombardearam alvos no sul e no oeste do Irã na madrugada de hoje, enquanto Teerã atacou instalações dos EUA no Barein, no Kuweit e na Jordânia, e pelo menos um petroleiro foi atingido no Estreito de Ormuz.

O presidente dos EUA, Donald Trump, por sua vez, afirmou que o Irã quer “desesperadamente” se reunir para negociar, mas que Washington não tem interesse até eles “estarem prontos”. Sobre os houthis, o chefe da Casa Branca reiterou que o grupo não tomou medidas até agora, mas, se algo acontecer, “teremos que fazer algo”.

* Com informações de Estadão Conteúdo e Reuters