Candidatos à Presidência receberam mais de 100 e-mails por dia cobrando posição sobre cripto

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Candidatos à Presidência receberam mais de 100 e-mails por dia cobrando posição sobre cripto

Os candidatos à Presidência da República receberam mais de 100 e-mails por dia pedindo posição sobre o mercado cripto. Mesmo assim, o tema ficou fora do centro das campanhas, segundo o Juntos por Cripto, movimento que organizou a cobrança.

O grupo diz ter mobilizado mais de 3 mil brasileiros durante as eleições. Agora, com o segundo turno encerrado, avisa que vai levar a pauta a Brasília.

Uma cobrança em duas etapas

A campanha começou pelo Congresso. Nos 17 dias antes do primeiro turno, cerca de 1,7 mil e-mails chegaram a deputados e senadores, pedindo que eles assumissem compromisso público com as pautas do setor.

Depois, o alvo mudou. Na segunda etapa, a pressão passou a ser sobre os dois candidatos à Presidência. Foi nessa fase que os e-mails passaram de 100 por dia, de acordo com o balanço do grupo.

Os participantes mandaram as mensagens pela plataforma do movimento. Os pedidos giravam em torno de segurança jurídica, regulação equilibrada, um marco para stablecoins e neutralidade tributária.

O silêncio das campanhas

O que o movimento não conseguiu foi arrancar uma posição. Segundo o grupo, o mercado cripto não ganhou destaque específico nas campanhas presidenciais, apesar da mobilização. Por isso, diz ele, ainda não dá para saber quais propostas do setor terão prioridade no próximo mandato.

Na avaliação do grupo, a reeleição do presidente Lula pode ajudar. A relevância que tecnologia e inovação ganharam na campanha, afirma, pode aumentar o interesse do governo por ativos digitais.

Para Marina Fagali, diretora do Juntos por Cripto no Brasil, o resultado mostra uma comunidade diferente.

“Durante muito tempo, cripto foi tratado no debate público como uma pauta restrita a investidores e empresas. O que estamos vendo agora é uma comunidade mais organizada, que quer conhecer quem decide as regras, acompanhar essas decisões e cobrar posicionamentos claros de quem pretende governar o país”, afirma.

O que fica na mesa em 2027?

Alguns temas devem continuar em discussão, de acordo com o movimento. Um deles é a possível cobrança de IOF sobre stablecoins, sobretudo em operações internacionais. Outro é a segregação patrimonial, que separa o dinheiro dos clientes do patrimônio das plataformas e aguarda votação no Senado.

O grupo também acompanha a composição do novo Congresso, que pode mudar o ritmo de projetos sobre stablecoins e reservas soberanas em ativos digitais, e a agenda do Banco Central para prestadores de serviços de ativos virtuais.

Leia a história original Candidatos à Presidência receberam mais de 100 e-mails por dia cobrando posição sobre cripto por Lucas Espindola em br.beincrypto.com