Fundos de ações ampliam aposta em setores cíclicos e reduzem exposição a financeiras, diz XP

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A leitura de junho da XP Investimentos mostra que os fundos de ações ampliaram a rotação para setores cíclicos e continuaram reduzindo a exposição a empresas consideradas de qualidade, ao mesmo tempo em que reconstruíram posições mais ativas em relação aos seus benchmarks.

Nos últimos 30 dias, diz a corretora, o setor de Tecnologia, Mídia e Telecomunicações (TMT) registrou o maior aumento de posicionamento pelo segundo mês consecutivo, com alta de 176 pontos-base, alcançando uma sobrealocação de 4,2 pontos percentuais.

Na sequência aparecem Bens de Capital, com avanço de 156 pontos-base e sobrealocação de 3,4 pontos percentuais, e Óleo, Gás e Petroquímicos, que subiu 129 pontos-base e passou a operar em território sobrealocado, com 1,8 ponto percentual acima da referência.

Por outro lado, Instituições Financeiras apresentou a maior redução de exposição, com queda de 242 pontos-base e subalocação de 6,9 pontos percentuais. O movimento foi acompanhado por Elétricas, que recuou 149 pontos-base, e Educação, com baixa de 147 pontos-base.

A XP destaca ainda que os setores mais “crowded” — aqueles com maior concentração de posições dos gestores — são Propriedades Comerciais, Saúde e TMT. Já os segmentos mais subalocados pelos fundos são Bancos, Instituições Financeiras e Mineração & Siderurgia.

A análise considera fundos com exposição líquida entre 50% e 150% do patrimônio, universo que totalizava 1.031 fundos e R$ 318,7 bilhões em ativos no levantamento mais recente.

A XP também observou uma leve redução da exposição geral dos fundos ao mercado. Apesar disso, os gestores seguem aumentando o nível de apostas diferenciadas em relação aos índices de referência. Segundo a casa, um indicador que mede esse comportamento voltou a níveis neutros pela primeira vez em meses, sugerindo uma retomada gradual das estratégias ativas nas carteiras.