Petróleo fecha em leve queda e segue próximo a US$ 70 o barril com Oriente Médio no radar

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Os preços do petróleo encerraram o pregão desta segunda-feira (6) em leve queda com declarações de avanço nas tratativas entre Estados Unidos e Irã e reação à decisão da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) de elevar a produção em agosto.

O contrato mais líquido do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, para setembro fechou o dia com queda de 0,18%, a US$ 71,99 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.



Já na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA , o contrato d o petróleo West Texas Intermediate (WTI) para agosto registrou recuo de 0,20%, a US$ 68,55 o barril.

Vale lembrar que não houve pregão regular nos EUA na última sexta-feira (3), já que os mercados norte-americanos permaneceram fechados devido ao feriado antecipado do Dia da Independência, comemorado no sábado (4).

O que mexeu com o petróleo hoje?

Os preços do petróleo operaram instáveis ao longo do pregão, pressionados pelo elo quinto aumento mensal consecutivo da oferta da Opep+, a partir de agosto, e pela normalização do fluxo de navios no Estreito de Ormuz.

Ontem, o grupo de produtores de petróleo concordou, durante uma reunião online, em aumentar as cotas em 188.000 barris por dia (bpd) a partir de agosto, somando-se a aumentos semelhantes para junho e julho.

Os sete membros principais da Opep+, que reúne a Opep e produtores aliados, incluindo a Rússia, elevaram suas cotas de produção de abril a julho em quase 800.000 bpd.

Na Rússia, as exportações de petróleo provenientes dos portos ocidentais atingiram um recorde em junho e devem permanecer nesse patamar em julho, segundo dados da CAS data. O movimento ocorre em meio aos ataques ucranianos a refinarias russas.

Já na seara geopolítica, o presidente norte-americano Donald Trump declarou que “”está indo muito bem” com o Irã, mas que não está buscando uma mudança de regime no país persa. “Ou faremos um acordo, ou terminaremos o trabalho”, acrescentou ao reafirmar que os EUA não deram nenhum dinheiro a Teerã.

* Com informações de Reuters e Estadão Conteúdo