BTG vê Smart Fit (SMFT3) entre os destaques do varejo no 2T26 e projeta potencial de alta de 48%

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O BTG Pactual avalia que o segundo trimestre de 2026 (2T26) ainda será difícil para o varejo brasileiro, refletindo um cenário macroeconômico com juros elevados e falta de alívio no orçamento do consumidor. Apesar disso, a expectativa é de que a Smart Fit (SMFT3) performe entre os destaques positivos dessa temporada de resultados.

Em meio à expectativa de mais um trimestre pressionado para o setor, a rede de academias deve entregar um dos melhores desempenhos entre as empresas cobertas pelo BTG, impulsionada pelo crescimento do negócio e pela evolução do TotalPass.

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A equipe de analistas liderada por Luiz Guanais vê a rede de academias combinando crescimento robusto de receita com rentabilidade resiliente, apesar dos investimentos contínuos no TotalPass Brasil e na expansão da malha.

O BTG tem recomendação de compra para a Smart Fit, com preço-alvo de R$ 31, o que implica um potencial de alta de 47,8% ante o fechamento de 15 de junho. A empresa divulga seus números referentes ao 2T26 no dia 5 de agosto.

Monetização do TotalPass

O BTG atualizou seu levantamento sobre o TotalPass no Brasil, pelo qual acompanha aproximadamente 37 mil academias e mapeia as academias disponíveis na plataforma de acordo com o plano mínimo necessário para acesso.

Embora não seja uma métrica observada de receita, de acordo com o banco, trata-se de um indicador útil da monetização voltada ao consumidor, uma vez que quanto mais academias migram para categorias superiores, maior é a necessidade de contratação de planos mais caros para acessar uma rede mais ampla ou de maior qualidade.

“Julho foi mais um mês positivo, com melhora da monetização tanto na rede total do TotalPass Brasil quanto nas academias da própria Smart Fit presentes na plataforma. Desde abril, 5% das academias da companhia migraram das categorias TP1/TP1+ para TP2”, dizem os analistas.

O monitoramento desse mês reforça a visão de que o TotalPass Brasil está ganhando escala sob condições mais favoráveis de monetização, sustentando a tese de que a plataforma gera valor para a
Smart Fit ao longo do tempo.

Para os analistas, esse cenário deve ficar ainda mais evidente no 2T26, período em que esperam um crescimento de receita de 24% ao ano (a/a) avanço de 26% a/a do Ebitda e expansão de 60 pontos-base da margem Ebitda (pré-IFRS16 e incluindo despesas pré operacionais). Os dados de aplicativos também reforçam essa tese.

Os usuários ativos mensais (MAUs) do TotalPass cresceram 75% ao ano no segundo trimestre de 2026, apontam os analistas, enquanto os MAUs da Smart Fit avançaram 8% a/a.

“Com a monetização evoluindo na direção correta e a tese de crescimento composto de longo prazo permanecendo intacta, projetamos uma taxa de crescimento composta do LPA de 30% entre 2026 e 2029. Negociando a 12 vezes P/L (preço sobre o lucro) 2026, reiteramos nossa recomendação de Compra”, diz o banco.

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