Petróleo cai e volta ao nível de US$ 80 com sinais de negociações para reabertura do Estreito de Ormuz

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Os preços do petróleo engataram o terceiro dia consecutivo de perdas com alívio nas tensões entre Estados Unidos e Irã no Oriente Médio e expectativa de avanço nas negociações para um cessar-fogo definitivo.

O contrato mais líquido do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, para outubro fechou com recuo de 4,41%, a US$ 82,08 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.



Já na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA , o contrato d o petróleo West Texas Intermediate (WTI) para setembro teve queda de 4,06%, a US$ 79,26 o barril.

O que mexeu com o petróleo hoje?

A commodity perdeu força com o alívio nas tensões entre Estados Unidos e Irã no Oriente Médio. Washington e Teerã concordaram em uma nova trégua no último sábado (25) após 13 dias de ataques consecutivos.

Hoje, o Irã propôs a Omã um acordo temporário para reabrir o Estreito de Ormuz, segundo o qual um sentido do tráfego passaria por águas iranianas e parte do trajeto oposto também se situaria em águas iranianas, afirmou o vice-ministro das Relações Exteriores, Kazem Gharibabadi, à televisão estatal iraniana.

Gharibabadi afirmou que Teerã rejeitou uma proposta de Omã para uma divisão igualitária das rotas de trânsito entre os dois países, argumentando que tal plano não atendia às preocupações de segurança de Teerã enquanto não fosse alcançada a estabilidade regional de longo prazo.

Ele afirmou que o Estreito de Ormuz permaneceria fechado caso o governo de Omã rejeitasse a proposta do Irã, acrescentando que Teerã nunca reconheceu a rota sul ao longo da costa de Omã.

Além de Omã, Teerã também iniciou conversas sobre a rota marítima com a Arábia Saudita.

Já em entrevista à Fox News, o presidente norte-americano, Donald Trump, reafirmou que teve “boas conversas” com o Irã.

No Mar Vermelho, dados da Kpler sobre o setor de navegação mostrar que número de navios que passaram por Bab el-Mandeb, controlado pelos houthis do Iêmen, subiu para 28, maior marca em quatro dias. O tráfego, porém, ainda ficou abaixo do pico mensal de 46 navios registrado em 14 de julho, segundo os dados.

Segundo a Reuters, a China tem mantido conversações diretas com os houthis para permitir que seus petroleiros naveguem pelo sul do Mar Vermelho sem serem atacados, depois que a milícia alinhada ao Irã se comprometeu a impedir o acesso aos portos sauditas.

A via marítima, alternativa ao Estreito de Ormuz, está bloqueada desde o último dia 20 – o que abriu uma nova frente contra os EUA e seus aliados na guerra e ampliando os ataques a petroleiros que transportam energia e outros suprimentos para mercados além do Oriente Médio.

* Com informações de Reuters