Alerta na CSN (CSNA3)? Por que as ações da siderúrgica estão entre as maiores quedas no Ibovespa hoje

O mês de agosto começou com a bolsa brasileira em queda, em boa parte pressionada pelo desempenho negativo das petroleiras . Mas não é só. Entre as maiores queda do dia está a ação da siderúrgica CSN (CSNA3) , que chegou a tombar mais de 8% pela manhã.

Por volta das 14h50, o papel CSNA3 tinha queda de 4,32%, a R$ 4,65.



Na sexta-feira, a Fitch Ratings rebaixou a nota de crédito da siderúrgica de B para CCC+ e manteve a perspectiva negativa. A agência vê a companhia pressionada pelo elevado endividamento e projeta que a dívida total ajustada poderá superar R$ 60 bilhões em 2026 e 2027 caso o plano de venda de ativos não avance.

Segundo a Fitch, as elevadas despesas com juros, o forte volume de investimentos, a geração de caixa pressionada e os riscos de refinanciamento justificam o rebaixamento da classificação de risco.

Endividamento segue pressionando

A piora da percepção do mercado ocorre poucos dias após a divulgação das prévias do primeiro semestre. A CSN estima registrar prejuízo líquido entre R$ 1,3 bilhão e R$ 1,4 bilhão, além de encerrar o período com dívida bruta de R$ 54 bilhões e dívida líquida ajustada de R$ 44 bilhões.

Para a Fitch, porém, o endividamento continuará elevado. A agência projeta dívida superior a R$ 60 bilhões nos próximos dois anos e estima que cerca de 40% do Ebitda seja consumido pelo pagamento de juros, enquanto o fluxo de caixa livre deve permanecer negativo.

Venda de ativos pode aliviar cenário

Na avaliação da agência, a principal alternativa para reduzir a alavancagem é a venda de ativos. A Fitch calcula que a alienação da operação de cimento e de 25% dos ativos de infraestrutura poderia levantar cerca de R$ 16,2 bilhões, reduzindo significativamente a dívida.

Como essas operações ainda não foram concluídas, os recursos não foram considerados na avaliação atual.

Além dos desinvestimentos, a CSN anunciou uma oferta de troca de títulos internacionais com vencimento em 2028 por novos bonds com vencimento em 2030, em mais uma iniciativa para alongar o perfil da dívida.