O Safra atualizou as estimativas para a RD Saúde (RADL3) e reduziu o preço-alvo para os próximos 12 meses, de R$ 30 para R$ 27, o que implica um potencial de valorização de 63% em relação ao fechamento anterior (18). A recomendação permanece de compra.
De acordo com a equipe de analistas liderada por Vitor Pini, o banco incorporou o resultado do primeiro trimestre de 2026 da companhia, além de uma estimativa ligeiramente melhor para o crescimento de SSS (vendas nas mesmas lojas) em 2026 (11,8% contra 11,5% anteriormente), após um desempenho de SSS acima do esperado no trimestre.
Somado a isso, os analistas consideram as novas premissas macroeconômicas, com PIB de 1,6% em 2026 contra 2,2% anteriormente e taxa Selic média de 14,5% em 2026 e 12,3% em 2027 contra 12,9% e 10,5%, respectivamente, além do reembolso de R$ 500 milhões em créditos tributários de ICMS-ST.
Por fim, o Safra incorporou uma abordagem mais conservadora para o crescimento em 2027 devido a uma base de comparação mais difícil (crescimento de SSS de 9,8% contra 12,1% anteriormente).
“Como resultado, vemos a RD Saúde negociando a uma avaliação atrativa de 17 vezes P/L (preço/lucro) para 2026 ou 13 vezes P/L para 2027, ambos representando um desconto relevante em relação à sua média histórica de 25 vezes e também abaixo do múltiplo implícito de 19 vezes no nosso preço-alvo”, dizem os analistas.
Revisão de estimativas
Na revisão de estimativas, o Safra excluiu da estimativa de vendas a contribuição do 4Bio no segundo trimestre do ano e um benefício de R$ 120 milhões relacionado ao diferencial de alíquota de ICMS (DIFAL), sendo este o principal motivo para os diferentes ajustes nas estimativas de vendas e receita líquida.
O banco também revisou para cima a estimativa de crescimento do SSS em 2026, agora em 11,8% contra 11,5% anteriormente, após um resultado melhor que o esperado no 1T26.
“Adotamos uma postura mais conservadora para o crescimento em 2027, já que a base de comparação deve ser mais difícil (crescimento de SSS de 9,8% contra 12,1% anteriormente)”, dizem os analistas. Como resultado, o impacto sobre as vendas foi levemente negativo, de -3% em 2026, -2% em 2027 e praticamente estável em 2028.
Em relação às margens, o banco elevou as projeções para margem bruta e reduziu as estimativas para margem Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), após incorporar ao modelo os números históricos ajustados (excluindo o 4Bio).
“Sobre o Ebitda, a partir de 2027, estamos assumindo uma diluição mais gradual das despesas, devido às incertezas relacionadas ao preço dos genéricos de semaglutida e ao impacto consequente sobre o crescimento das vendas”, dizem os analistas do Safra.
A revisão na estimativa de lucro líquido foi mais significativa (-5% em 2026, -10% em 2027 e -7% em 2028), uma vez que as taxas de juros elevadas impactaram negativamente os resultados financeiros.