Vale (VALE3): A expectativa do Citi para o lucro do 2T26

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O Citi projeta que a Vale ( VALE3 ) registre lucro líquido de US$ 1,8 bilhão no segundo trimestre de 2026, queda de cerca de 14% em relação aos US$ 2,1 bilhões apurados no mesmo período de 2025.

A receita deve alcançar US$ 10,4 bilhões, avanço de aproximadamente 18% na comparação anual, enquanto o Ebitda é estimado em US$ 3,8 bilhões, alta de cerca de 15% sobre os US$ 3,3 bilhões registrados um ano antes.

A mineradora divulga o balanço do segundo trimestre em 30 de julho e o relatório de produção e vendas no dia 21.

O Citi estima produção de minério de ferro de 85 milhões de toneladas e embarques de 80 milhões de toneladas no período, ambos com avanço modesto na comparação anual.

Segundo o Citi, o preço realizado do minério deve permanecer relativamente estável, em torno de US$ 96 por tonelada. Por outro lado, os custos tendem a aumentar, refletindo efeitos defasados do primeiro trimestre, valorização do real, além de maiores despesas com combustíveis e fretes. O banco projeta custo C1 de US$ 25 por tonelada.

Para as operações de cobre e níquel, a expectativa é de resultados em grande parte estáveis em relação ao trimestre anterior. A instituição avalia que uma produção ligeiramente menor deve ser compensada por preços mais elevados das commodities.

O Citi reiterou a recomendação de compra para a Vale. Na avaliação do banco, a companhia está relativamente mais protegida do que outras mineradoras por priorizar a geração de fluxo de caixa livre (FCF), em vez de grandes projetos de expansão, além de contar com um cenário ainda favorável para o minério de ferro, cuja cotação deve permanecer na faixa entre US$ 90 e US$ 110 por tonelada.

O banco também vê uma perspectiva mais construtiva para os preços do níquel nos próximos anos, diante das mudanças na política da Indonésia para o setor.

De olho nos números

As projeções do Citi são, em linhas gerais, semelhantes às divulgadas mais cedo pelo BTG Pactual para a mineradora. O banco estima receita líquida de US$ 10,5 bilhões no segundo trimestre, alta de 19% em relação ao mesmo período de 2025, enquanto o Ebitda deve atingir US$ 3,83 bilhões, avanço de 12%, refletindo a pressão dos custos.

O BTG, no entanto, é mais otimista em relação ao lucro líquido, projetando US$ 2,81 bilhões, alta de 33% na comparação anual. A instituição também espera vendas de minério de ferro de 79 milhões de toneladas, crescimento de 2%.