Os preços do petróleo recuaram nesta sexta-feira (24) com possível ajuste técnico após a forte alta das últimas sessões.
O contrato mais líquido do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, para setembro fechou em baixa de 3,88%, a US$ 96,78 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.
Já na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA , o contrato d o petróleo West Texas Intermediate (WTI) para setembro caiu 2,74%, a US$ 91,68 o barril.
Na semana, o WTI acumulou alta de 9,2% e o Brent para setembro subiu 9,85%.
O que mexeu com o petróleo hoje?
O petróleo, além do possível ajuste técnico, teve como um vetor de alívio os esforços do Paquistão, com apoio da China, para retomar as negociações diplomáticas entre Estados Unidos e Irã.
O petróleo já abriu a sessão em queda, depois de o Brent atingir na quinta o nível de US$ 100 por barril pela primeira vez em dois meses. O recuo se intensificou após a Reuters relatar que o Paquistão está explorando um caminho para a retomada das negociações entre Estados Unidos e Irã, que estão paralisadas, numa iniciativa liderada pela China.
O analista de Inteligência de Mercado da StoneX, Bruno Cordeiro, aponta para um movimento de realização de lucros no petróleo, mas também cita a melhora no tráfego marítimo no estreito de Bab-el-Mandeb como vetor de pressão na queda da commodity.
Apesar do recuo no petróleo, Estados Unidos e Irã continuaram com suas ações militares no Golfo Pérsico, chegando ao 13º dia consecutivo de ataques.
Além disso, autoridades iranianas e do Iraque informaram ao jornal The New York Times que Teerã rejeitou a última proposta de cessar-fogo dos EUA, uma vez que o acordo não abordaria o controle do Estreito de Ormuz.
Já o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira que recebeu garantias dos presidentes da China, Xi Jinping, e da Rússia, Vladimir Putin, de que seus países não fornecerão armas ao Irã. Na quinta, o presidente americano disse que avalia ataques ainda mais fortes ao país persa.
Para o analista do Deutsche Bank, Jim Reid, a retórica de escalada aumentou os temores de um choque estagflacionário mais prolongado. “O que é certo é que as restrições de oferta relacionadas ao conflito continuarão no comando do mercado de petróleo”, afirma.
* Com informações de Estadão Conteúdo e Reuters