Ultrapar (UGPA3): BofA eleva recomendação para compra e vê espaço para dividendos maiores

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Diante de uma relação risco-retorno mais atrativa, o Bank of America (BofA) elevou a recomendação da Ultrapar (UGPA3) de neutra para compra e o preço-alvo de R$ 34 para R$ 37, o que implica um potencial de alta de aproximadamente 31,2% ante o último fechamento.

Os analistas da casa acreditam que os resultados do segundo trimestre de 2026 podem servir como um importante catalisador para a ação, impulsionados por margens em níveis recordes (superiores a R$ 400 por metro cúbico) e por uma forte geração de fluxo de caixa livre (FCF).

“Sem grandes aquisições no horizonte e com um balanço desalavancado, vemos a Ultrapar bem posicionada para distribuir dividendos mais elevados e/ou realizar recompras de ações“, diz o banco.

Nas últimas semanas, dois fatores que pressionavam a tese de investimento da Ultrapar perderam força: a possibilidade de aquisição de uma participação na Rumo (RAIL3) e o risco de intervenção do governo no segmento de distribuição de GLP (Gás Liquefeito de Petróleo).

“No primeiro caso, notícias recentes indicam que a Ultrapar retirou sua proposta pela Rumo, reduzindo as preocupações relacionadas à alocação de capital. No segundo, a ANP suspendeu o processo de reforma do mercado de GLP, preservando a forte rentabilidade da Ultragaz”, diz o BofA.

Com isso, os analistas veem espaço para revisões positivas das estimativas do mercado ao longo do segundo semestre de 2026, uma vez que o diesel importado deve continuar sendo comercializado com prêmio relevante em relação aos preços praticados pela Petrobras , sustentando um ambiente de margens mais favorável do que o atualmente refletido nas expectativas do mercado.

“Por fim, uma eventual venda da participação na Ipiranga para uma companhia internacional poderia representar uma fonte adicional de valorização. Também elevamos nossas estimativas de dividendos, refletindo projeções mais altas”, diz o banco.

Otimismo com a Ultrapar

O BofA espera resultados fortes no segundo trimestre de 2026, já que acreditam que margens Ebitda superiores a R$ 400 por metro cúbico na Ipiranga são factíveis.

Embora reconheçam que a recente queda dos preços do petróleo deva levar a alguma normalização das margens no terceiro trimestre, esperam que elas permaneçam em níveis elevados, mesmo após o movimento.

“Isso porque o diesel importado continua sendo ofertado com um prêmio de aproximadamente R$ 1.000 por metro cúbico em relação aos preços da Petrobras, uma vez que o produto russo se tornou menos disponível e os custos logísticos parecem ter aumentado”, diz o BofA.

No médio e longo prazo, os analistas ponderam que o fortalecimento da fiscalização continuará beneficiando as distribuidoras de maior porte.

A companhia deve reportar seus números referentes ao segundo trimestre deste ano em 12 de agosto.