Ibovespa acompanha cautela externa e fecha no vermelho com Vale (VALE3); dólar cai a R$ 5,14

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O Ibovespa (IBOV ) acompanhou a cautela externa com troca de ameaças militares entre Estados Unidos e Irã. O tom negativo foi limitado pela forte valorização do petróleo no mercado internacional.

Nesta quarta-feira (8), o principal índice da bolsa brasileira terminou as negociações com queda de 0,79%, aos 170.653,45 pontos.

Já o dólar à vista encerrou as negociações a R$ 5,1484 , com leve queda de 0,09% .

No cenário doméstico, o mercado repercutiu notícias de que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o Congresso Nacional articulam a retirada de mais R$ 2,5 bilhões do limite de gastos do arcabouço e da meta fiscal neste ano para recuperar investimentos na Defesa Nacional atingidos por bloqueio no Orçamento.

A proposta foi aprovada em maio no Senado e está na Câmara dos Deputados. Os líderes da Casa decidiram votar urgência, para acelerar a análise, do projeto ontem (7), que foi aprovada por unanimidade. Não há uma data oficial para a votação do texto em plenário.

Altas e quedas do Ibovespa

Em dia de forte aversão a risco, a ponta negativa do Ibovespa foi liderada por ativos cíclicos, com destaque para o setor de construção civil.

Cury (CURY3) encerrou o pregão como a maior queda do índice, com baixa de 8,06% (R$ 31,26). As cotações são preliminares. Além da pressão da curva de juros futuros, os investidores reagiram à prévia operacional da companhia.

Os analistas avaliaram que os indicadores, em geral, vieram “sólidos”, embora ligeiramente abaixo das expectativas, e reforçaram a boa execução da incorporadora.

Vale ( VALE3), que detém 11% de participação do índice, fechou em forte queda, com baixa de 4,45% (R$ 72,81) após o Morgan Stanley rebaixar a recomendação da ação para neutra com piora da perspectiva para o minério de ferro.

O setor de bancos também encerrou em tom negativo: Índice Financeiro (IFNC) terminou o pregão com recuo de 0,80%. Itaú ( ITUB4 ), que detém cerca de 8% da participação na carteira do IBOV, teve queda de 1,20% (R$ 41,92).

Já a ponta positiva do IBOV foi encabeçada pelas petroleiras com o desempenho positivo da commodity . O contrato mais líquido do Brent, referência para o mercado internacional, encerrou as negociações com alta de 5,20%, a US$ 78,02 na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres, no maiot patamar desde 22 de junho. PetroReconcavo (RECV3) liderou os ganhos com alta de 5,52% (R$ 10,13).

Entre os pesos-pesados, Petrobras (PETR4 ; PETR3 ), que detém cerca de 12% de participação da carteira do índice, limitou as perdas do Ibovespa. PETR3 terminou o dia com alta de 3,21% (R$ 44,34) e PETR4 registrou ganho de 3,36% (R$ 39,73).

Bancos, Vale e Petrobras correspondem a 50% da carteira teórica do Ibovespa.

Exterior

Os índices de Wall Street fecharam sem direção única com a disparada dos preços do petróleo em temor de uma nova escalada nos ataques entre Estados Unidos e Irã após o fim do cessar-fogo temporário entre os dois países.

Confira o fechamento dos índices:

Dow Jones: -1,09%, aos 52.348,39 pontos; S&P 500: -0,28%, aos 7.482,71 pontos; Nasdaq: +0,20%, aos 25.870,652 pontos.

Na Europa, os índices fecharam em queda com atenções concentradas no cenário geopolítico. O índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou as negociações com queda de 1,61%, aos 635,91 pontos.

Na Ásia, os índices terminaram a sessão sem direção única. O índice Nikkei, do Japão, caiu 2,11% os 66.819,05 pontos e o índice Hang Seng, de Hong Kong, teve alta de 2,99%, aos 24.199,46 pontos.