Americanas (AMER3) nega atrasos e descumprimento do plano de recuperação judicial

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A Americanas (AMER3) afirmou nesta quinta-feira (9) que está cumprindo todos os compromissos assumidos no seu plano de recuperação judicial (RJ) e nega a existência de existe qualquer “atraso ou incompletude” de pagamentos aos seus credores.

Em comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários ( CVM ), a varejista cita que reportagens recentes veiculadas na mídias abordam “de forma equivocada e descontextualizada, petições e alegações antigas de certos credores, cujas discussões são anteriores ao pedido de encerramento da Recuperação Judicial, os quais estão se aproveitando deste pedido para renovar suas oposições”.

Nesta semana, circulou na imprensa que credores, listados no processo de recuperação da empresa, entraram na Justiça alegando falhas no pagamento e argumentando que a empresa não estaria apta a antecipar a saída da RJ.

A Folha de S. Paulo teve acesso a três petições encaminhadas à 4ª Vara Empresarial da Comarca da Capital do Estado do Rio de Janeiro com datas entre março e maio deste ano, nas quais credores apontam pagamentos incompletos, descontos na conversão da dívida em dólares para reais, mudança na categoria do credor, além de atraso nos pagamentos.

“A Americanas destaca que tais temas já foram respondidos nos fóruns adequados e que, inclusive, já houve manifestações do Administrador Judicial e do Ministério Público favoráveis à Americanas nesses casos”, diz a empresa.

No que diz respeito ao fim da recuperação judicial, a Americanas afirma que concluiu os compromissos previstos no plano após dois anos da homologação, com menos de 0,3% no total de credores se opondo ao encerramento do processo.

O pedido de saída da RJ pela Americanas ocorreu em março deste ano e ainda precisa da aprovação do Juízo da 4ª Vara Empresarial da Comarca da Capital do Estado do Rio de Janeiro.

Uma nova Americanas?

Em entrevista ao Money Times de maio deste ano, o CEO da Americanas, Fernando Soares, afirmou que a empresa trilha um caminho que busca afastar cada vez mais os fantasmas do escândalo que viveu em 2023.

Logo no início daquele ano, a companhia veio a público dizer que tinha dívidas não reconhecidas de R$ 20 bilhões. Os papéis da empresa despencaram 77% em um único dia.

Pouco mais de uma semana após o anúncio, com as dívidas reais recalculadas em mais de R$ 40 bilhões, a Americanas pediu recuperação judicial para evitar a falência imediata.

Leia mais: Americanas (AMER3) deixa para trás operação que perdia dinheiro e CEO detalha nova fase – Money Times Por dentro dos mercados

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