Wall Street fecha no vermelho à espera do balanço da Alphabet

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Os índices de Wall Street encerraram o pregão desta quarta-feira (22) em queda de olho no conflito no Oriente Médio e nos balanços corporativos.

Confira o fechamento dos índices:

Dow Jones: -0,01%, aos 52.218,58 pontos; S&P 500: -0,14%, aos 7.498,96 pontos; Nasdaq: -0,57%, aos 25.690,903 pontos.

O que mexeu com Wall Street hoje?

Os investidores norte-americanos seguiram de olho no conflito no Oriente Médio, que reforça os temores inflacionários e a perspectiva de um Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) mais agressivo na condução da política monetária.

Os títulos do Tesouro dos EUA, os Treasuries, consequentemente, operaram com viés de alta ao longo do dia.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump , ameaçou novamente bombardear a infraestrutura energética do Irã caso o país volte a atacar embarcações em Ormuz.

Mais cedo, o Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, já havia afirmado que os Estados Unidos seguem dispostos a negociar com o Irã, mas que Teerã não está levando as negociações a sério, já que o conflito interrompeu o fluxo de navios no Estreito de Ormuz.

O porta-voz e general das Forças Armadas do Irã, Abolfazl Shekarchi, afirmou que a produção de mísseis estratégicos do país não foi interrompida durante o conflito e declarou que um “grande data center do inimigo” nos Emirados Árabes Unidos foi destruído.

O número de embarcações que atravessaram o Estreito de Ormuz diminuiu ainda mais na terça-feira (21), à medida que as preocupações com a segurança persistem.

Como resultado das tensões, o contrato mais líquido do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, para setembro fechou com alta de 3,36%, a US$ 94,07 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.

No front dos balanços corporativos, o mercado aguarda o resultado do segundo trimestre da Alphabet (GOOG), que fechou com recuo de cerca 0,79%.

O mercado deve olhar com atenção os investimentos voltados para inteligência artificial (IA), demanda por armazenagem na nuvem e o guidance para a segunda metade do ano.

Além disso, os balanços das big techs devem servir como um termômetro para avaliar se a demanda por infraestrutura e softwares ligados à IA justifica os gastos elevados no setor de tecnologia, o que pode ou não enfraquecer o rali dos ativos desse segmento.

Mais cedo, o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, afirmou que o governo norte-americano está examinando produtos financeiros e estratégias tributárias de Wall Street que possam explorar brechas na legislação ou cruzar os limites da lei, em um sinal de maior escrutínio sobre estruturas voltadas à redução da carga tributária.

Em publicação no X, Bessent disse que as regras tributárias “devem recompensar o investimento, e não a engenharia financeira abusiva”.

Segundo ele, o Departamento do Tesouro apoia a inovação nos mercados financeiros, mas “não fechará os olhos para esquemas abusivos de evasão fiscal em Wall Street nem tolerará produtos projetados para explorar o código tributário federal”.

*Com informações de Estadão Conteúdo