Petrobras (PETR4), PetroReconcavo (RECV3) e outras petroleiras têm forte alta na B3

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As ações das petroleiras assumem a dianteira da ponta positiva do Ibovespa (IBOV ) nesta quarta-feira (8) , em dia de forte aversão a risco no cenário externo e disparada dos preços do petróleo no mercado internacional.

Na primeira meia hora de pregão, as ações da PetroReconcavo ( RECV3 ) lideram as altas do IBOV com ganho de mais de 3%. Por volta de 10h30 (horário de Brasília), RECV3 subia 3,44%, a R$ 9,93.

A segunda maior alta do índice é Petrobras ( PETR3 ; PETR4 ), considerados um dos pesos-pesados do Ibovespa, e também figurando entre os papéis mais negociados na B3.

As ações ordinárias PETR3 registravam um alta de 2,33%, a R$ 43,96, e as preferenciais PETR4 tinham ganho de 2,60%, a R$ 39,44 — sendo a ação mais negociada do mercado acionário doméstico, com mais de 9,6 mil negócios e giro financeiro de aproximadamente R$ 260 milhões, no mesmo horário.

Prio ( PRIO3) tem ganho de 2,22%, a R$ 57,48. A junior oil é a que tem maior exposição a preços mais altos de petróleo, por ter 100% da produção em óleo e menor nível de hedge , enquanto Petrobras ( PETR3 ; PETR4 ), Brava Energia ( BRAV3) e PetroReconcavo ( RECV3 ) apresentam menor sensibilidade devido a refino, hedge e maior participação de gás natural.

Brava Energia ( BRAV3) , por sua vez, registra um avanço menor, de 0,11%, a R$ 18,89 a ação, com reação ao recurso apresentado pela Ecopetrol no âmbito da oferta pública de aquisição (OPA) de controle da companhia, que foi encaminhado para análise do colegiado da Comissão de Valores Mobiliários ( CVM).

Petróleo próximo a US$ 80

A forte valorização das petroleiras brasileiras deve-se ao desempenho do petróleo no mercado internacional.

Considerado um dos “termômetros” do mercado para medir o apetite e aversão a risco dos investidores, o petróleo ganha força com o fim do cessar-fogo entre EUA e Irã, que já era considerado ‘frágil’ pelo mercado.

Mais cedo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump , declarou que o memorando de entendimento assinado com o Irã para encerrar o conflito “acabou”, acrescentando que não deseja manter negociações com Teerã.

O acordo provisório de cessar-fogo firmado entre Washington e Teerã, com mediação do Paquistão, tinha como objetivo estabelecer um período de 60 dias para negociações de um acordo permanente.

No entanto, as conversas indiretas realizadas no Catar terminaram sem qualquer sinal de avanço, e as Forças Armadas dos Estados Unidos lançaram uma nova onda de ataques contra o Irã na terça-feira.

“Para mim, acho que acabou. Não quero negociar com eles”, declarou Trump antes de uma cúpula da Otan na capital turca, Ancara.

Na véspera das declarações de Trump, os EUA revogaram a licença que permitia ao Irã vender petróleo, após três navios-tanque terem sido atingidos por projéteis no Estreito de Ormuz.

Por volta de 10h30 (horário de Brasília), o contrato mais líquido do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, para setembro saltava 4,87%, a US$ 77,77 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres, no pregão eletrônico.

No mesmo horário, o contrato do petróleo West Texas Intermediate (WTI) para agosto registrava ganho de 4,44%, a US$ 73,56 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA.



Desde o início da guerra, em 28 de fevereiro, o fechamento do Estreito de Ormuz, controlado pelo Irã — sendo uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo para o transporte de petróleo —, segue como o principal ponto de atenção do mercado.

Cerca de um quinto do consumo global da commodity passa pelo ‘corredor’, que conecta grandes produtores do Oriente Médio — como Arábia Saudita, Irã, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Catar — aos mercados da Ásia, Europa e América do Norte.

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