Concorrente da SpaceX, Blue Origin, de Jeff Bezos, é avaliada em US$ 130 bilhões em rodada de investimento

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A Blue Origin, empresa espacial do bilionário Jeff Bezos, teria levantado cerca de US$ 10 bilhões em sua primeira rodada de captação com investidores externos, com um valuation de aproximadamente US$ 130 bilhões, segundo a CNBC.

O próprio Bezos deve investir US$ 2 bilhões na rodada, enquanto US$ 4 bilhões virão do fundo de hedge Coatue Management, de acordo com pessoas familiarizadas com o assunto. Os detalhes, disseram, ainda são confidenciais.

Por fim, os US$ 4 bilhões restantes têm registrado forte demanda, e diversos grandes investidores devem participar da operação.

A captação ocorre logo após a histórica oferta pública inicial (IPO) da SpaceX, de Elon Musk, realizada no mês passado. A empresa de foguetes levantou quase US$ 86 bilhões, incluindo a opção de lote adicional dos coordenadores da oferta, tornando-se o maior IPO da história e fazendo de Musk o primeiro trilionário da história.

Atualmente, a empresa é avaliada em cerca de US$ 2 trilhões.

Blue Origin X SpaceX

Bezos afirmou à CNBC, em maio, que a empresa estava “considerando” receber investimento externo, embora isso ainda não tivesse acontecido.

“Na verdade, este é um bom momento para começar a pensar no futuro e trazer alguns investidores externos”, disse ele. O fundador da Amazon deixou o cargo de CEO da companhia em 2021 e, desde então, passou a dedicar mais atenção à Blue Origin, fundada por ele em 2000.

A empresa compete em diversos mercados com a SpaceX, incluindo foguetes de grande porte, módulos de pouso lunar e internet via satélite, embora Musk mantenha uma vantagem significativa em várias dessas áreas.

Até agora, Bezos financiava a Blue Origin exclusivamente com recursos provenientes da venda de ações da Amazon. Em 2024, ele afirmou acreditar que, um dia, a Blue Origin será uma empresa maior do que a Amazon.

A Blue Origin enfrentou um revés no fim de maio, quando um de seus foguetes New Glenn explodiu na plataforma de lançamento, na Flórida, durante um teste estático de ignição dos motores.

A empresa trabalha na reconstrução da plataforma danificada e na identificação da causa do incidente.

Bezos e o CEO da Blue Origin, Dave Limp, estabeleceram uma meta ambiciosa de colocar o New Glenn de volta em operação até o fim de 2026. O foguete será essencial para futuras missões da empresa para a NASA, além de contratos com clientes como a Amazon e a AST SpaceMobile.