Revolut é avaliada em US$ 115 bilhões, quase 2 Nubank (NU), diz agência

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A Revolut foi avaliada em US$ 115 bilhões em um processo de venda secundária de ações, segundo documento obtido pela Bloomberg, o equivalente a quase dois Nubank (NU ). Em queda na bolsa, o roxinho vale, hoje, US$ 67 bilhões.

Na operação, a ação da fintech inglesa foi precificada em US$ 2.017. A oferta permite que os funcionários vendam suas ações.

Segundo o CEO Nik Storonsky, a empresa está oferecendo mais uma oportunidade para que os colaboradores obtenham liquidez sobre seus papéis. Além disso, afirmou que a operação atraiu demanda expressiva de investidores novos e existentes.

Em novembro do ano passado, em outra oferta secundária de ações, a Revolut foi avaliada em US$ 75 bilhões, ou seja, sua avaliação saltou 53% em menos do ano.

Mesmo diante da grandeza e do crescimento dos números, a Revolut quer valer mais quando chegar à bolsa. Em entrevista à Bloomberg em abril, Nik Storonsky disse que espera que a empresa alcance um valor de mercado de US$ 200 bilhões. Porém, a potencial oferta ocorreria somente em 2028.

Comparação com Nubank

Em relatório recente, o BTG diz que a comparação entre Nubank e Revolut aumenta cada vez mais à medida que as duas se tornam as maiores plataformas globais de bancos digitais. Porém, segundo o banco, a comparação para aí.

Isso porque, enquanto a fintech inglesa possui um perfil mais global e uma estrutura de capital mais leve, o Nubank é mais focado em crédito, principalmente na América Latina.

O Nubank, por outro lado, tem quase o dobro de clientes e uma carteira de crédito mais de dez vezes maior, enquanto a Revolut lidera em depósitos totais e em tíquete médio, 220% superior.

Em outubro, a Revolut recebeu autorização para operar como banco na Colômbia e no México, dois mercados estratégicos para o roxinho, que vê na expansão internacional uma de suas principais avenidas de crescimento. É justamente nessas geografias que a concorrência entre as duas fintechs começa a ganhar tração.

Os Estados Unidos também estão no radar da empresa britânica. Segundo a Reuters, a Revolut chegou a avaliar a compra de um banco local como caminho para acelerar sua entrada no mercado americano.

Coincidência ou não, o Nubank também pediu licença bancária para operar nos EUA. O processo, no entanto, tende a ser mais lento. Analistas estimam que a fintech brasileira só deva obter a autorização em cerca de três anos.

Enquanto isso, a Revolut já demonstra ter bala na agulha para sustentar a disputa. Presente em cerca de 40 países, a fintech soma 65 milhões de clientes globais. O número, porém, já pode estar defasado.

Apesar das comparações, o CEO do banco no Brasil, Glauber Mota, evita tratar o Nubank como um concorrente direto. Para ele, os modelos de negócio são distintos.

‘O Nubank é extremamente forte no Brasil e na América Latina. A Revolut nasceu global. Atuamos em mais de 40 países, com uma plataforma construída de forma nativa para operar internacionalmente. Os produtos são pensados globalmente e adaptados localmente, não o contrário’, disse