Dividendos no topo, Bitcoin no fundo: veja os investimentos que mais ganharam e perderam no semestre

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O primeiro semestre de 2026 terminou com uma disputa acirrada entre renda variável e renda fixa . Enquanto o IDIV , índice que reúne empresas boas pagadoras de dividendos, liderou a rentabilidade dos seis primeiros meses do ano, o CDI e o Ibovespa apareceram logo atrás, em um cenário ainda marcado por juros elevados.

Levantamento da Elos Ayta mostra que o IDIV acumulou valorização de 6,99% entre janeiro e junho, praticamente empatado com o CDI, que avançou 6,79%, e com o Ibovespa, que registrou ganho de 6,76% no período.

Também encerraram o semestre no azul o IMA Geral, índice que acompanha o desempenho de títulos públicos e privados de renda fixa (+5,71%), a poupança (+4,07%), o BDRX, índice que reúne recibos de ações de empresas estrangeiras negociados na B3 (+3,54%), e o IHFA, indicador que mede o desempenho dos principais fundos multimercados (+2,84%).

Na ponta negativa, o Bitcoin voltou a registrar o pior desempenho, com queda de 35,10%. Também fecharam o semestre em baixa o euro Ptax (-8,63%), o ouro (-8,31%) e o dólar Ptax (-5,92%), refletindo o fortalecimento do real ao longo do período.

Junho favoreceu dólar e renda fixa

O desempenho de junho reforçou uma mudança de comportamento dos mercados, com investidores ampliando a busca por ativos mais defensivos.

Depois de meses pressionado, o dólar Ptax liderou a rentabilidade do mês, com alta de 2,37%. Na sequência vieram o IDIV, com ganho de 1,79%, e o CDI, que avançou 1,07%. A poupança rendeu 0,67%, enquanto o IMA Geral subiu 0,39%.

Já a renda variável perdeu fôlego. O Ibovespa caiu 1,01% em junho, o IFIX recuou 1,21% e o índice de Small Caps teve perda de 3,28%.

Entre os destaques negativos do mês, o ouro caiu 12,44%, devolvendo parte da forte valorização acumulada anteriormente, enquanto o Bitcoin recuou 18%, mantendo a elevada volatilidade característica do ativo.

Investimento Rentabilidade no 1º semestre
IDIV 6,99%
CDI 6,79%
Ibovespa 6,76%
IMA Geral 5,71%
Poupança 4,07%
BDRX 3,54%
IHFA 2,84%
IFIX -0,62%
Small Caps -3,70%
Dólar Ptax -5,92%
Ouro -8,31%
Euro Ptax -8,63%
Bitcoin -35,10%

Ibovespa segue na liderança em 12 meses

Apesar da mudança de ritmo observada no curto prazo, o horizonte de 12 meses ainda favorece a Bolsa brasileira.

Segundo o levantamento da Elos Ayta, o Ibovespa continua sendo o investimento de melhor desempenho no acumulado até junho, com valorização de 23,89%. Na sequência aparecem o IDIV (+22,30%), o ouro (+21,59%) e o BDRX (+21,22%). O CDI completa o grupo dos cinco melhores retornos, com ganho de 14,72%, beneficiado pela manutenção dos juros elevados.

No lado oposto, o Bitcoin acumula perda de 53,20% em 12 meses, enquanto as moedas estrangeiras seguem no vermelho. O dólar Ptax recua 5,14% e o euro Ptax, 7,98%, refletindo a valorização do real no período.

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Investimento Rentabilidade em 12 meses
Ibovespa 23,89%
IDIV 22,30%
Ouro 21,59%
BDRX 21,22%
CDI 14,72%
IMA Geral 12,50%
IFIX 9,96%
IHFA 9,43%
Poupança 8,35%
Small Caps -1,35%
Dólar Ptax -5,14%
Euro Ptax -7,98%
Bitcoin -53,20%

O que os dados mostram

Os números revelam uma rotação entre diferentes classes de ativos ao longo de 2026. Se o desempenho em 12 meses ainda confirma a força da Bolsa brasileira, principalmente das empresas com maior liquidez e boa distribuição de dividendos, o comportamento observado em junho indica uma migração parcial para ativos considerados mais defensivos.

Nesse contexto, o desempenho consistente do IDIV, tanto no mês quanto no semestre e no acumulado de 12 meses, reforça o interesse dos investidores por empresas capazes de combinar geração de caixa, pagamento de dividendos e menor volatilidade, em um ambiente que continua exigindo seletividade na alocação dos recursos.